Conservas – Opção Adequada para uma Alimentação Saudável?

As conservas surgem como solução para prolongar a validade dos alimentos, tais como, por exemplo, o peixe, leguminosas e fruta. Este método de conservação consegue-se ao cozinhar e esterilizar os alimentos pretendidos. Posteriormente, são introduzidos em latas ou frascos também esterilizados e hermeticamente fechados.

Este processo decorre normalmente em 3 passos:

Processamento: os alimentos são preparados dependendo do pretendido, podendo ser descascados, fatiados, picados, descaroçados ou cozidos.

Selagem: os alimentos, após serem processados, são selados em latas ou frascos hermeticamente fechados.

Aquecimento: as latas e os frascos são aquecidos a temperaturas elevadas para matar microrganismos nocivos e prevenir a deterioração dos alimentos.

No entanto, será que estas também têm espaço no que se considera ser um plano alimentar equilibrado? A Dieta EasySlim explica-lhe tudo!

Quando as conservas são suas inimigas:

Alguns alimentos em conserva podem ser menos nutritivos do que as suas versões frescas ou congeladas. Na fase do aquecimento, danificam-se algumas vitaminas hidrossolúveis, como é o caso da vitamina C e das vitaminas do complexo B.

As latas das conservas podem conter Bisfenol A (BPA). Hoje em dia, estas são uma minoria, devido a um maior controlo, mas sabe-se que este químico pode transferir-se da embalagem para o alimento que se encontra dentro desta. Por este motivo, é desejável reduzir a exposição ao BPA, uma vez que é um disruptor endócrino e está associado a alguns problemas de saúde, tais como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

Durante o processo de embalamento, existem ingredientes que são adicionados a alguns alimentos, tais como sal, açúcar e conservantes. Esta adição não torna necessariamente os alimentos pouco saudáveis, mas diabéticos ou quem tem de controlar a pressão arterial, deve ter isto em conta. Um exemplo onde ocorre a adição de açúcar e conservantes para a preservação é na fruta em lata, e por esta razão deverá optar sempre pela fruta fresca.

Quando as conservas são suas aliadas:

  •  Foi referido anteriormente que algumas conservas ou enlatados podem perder parte do seu valor nutricional. Mas, na sua maioria, os nutrientes são preservados, como é o caso das proteínas, hidratos de carbono, lípidos e vitaminas lipossolúveis (vitaminas A, D, E e K). Há ainda um caso curioso, que é o do tomate em lata. Neste caso, o teor de carotenoides, que ajudam a prevenir doenças degenerativas, até aumenta com o calor (uma das etapas do embalamento), ficando então em maior quantidade que no tomate fresco.
  • Os alimentos em conserva são uma opção prática e bastante conveniente, uma vez que necessitam de pouca ou nenhuma preparação culinária e podem ser armazenados durante muito tempo.
  • Também são vantajosos por causa do seu preço.

Resumindo:

Os alimentos em conserva ou enlatados podem fazer parte de uma alimentação saudável, mas é fundamental ler sempre o rótulo e procurar por enlatados praticamente sem aditivos e com pouca adição de sal, como é o caso das sardinhas e do atum em lata. Nestes casos, opte pela versão em água ou em azeite, escorrendo sempre bem a lata, e não tempere se o peixe for em azeite, já que este já vai ter mais gordura.

Estes não devem ser a regra, isto é, não devem ser consumidos quase diariamente. As conservas devem sempre ser acompanhadas com alimentos frescos, de boa qualidade nutricional, como é o caso de saladas ou legumes cozinhados.

As conservas podem ser uma boa opção, uma vez que são bastante convenientes e conseguem preservar os nutrientes. Contudo, deve dar sempre preferência aos frescos e não descurar os alimentos ultracongelados, que também conseguem preservar o conteúdo nutricional dos alimentos a longo prazo.

*Os resultados variam de pessoa para pessoa e dependem da adesão ao programa.

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